Província chinesa de Henan enfrenta a pior seca em 50 anos, colocando as colheitas em risco no momento em que milhões de migrantes rurais que perderam seus empregos nas cidades por causa da crise estão regressando a suas aldeias de origem.
Na província vizinha de Shanxi, há água para beber, mas não para irrigar as plantações. O governo da China já liberou US$ 44 milhões para medidas de combate à seca, mas os agricultores chineses pagarão o preço por décadas de desperdício de água em todo o país.
Quando há racionamento de água na China, as fábricas e as cidades têm preferência no abastecimento. Desde 1950, o país vem investindo muito na abertura de poços e na construção de barragens e canais, mas isso custará caro: com o esgotamento dos aquíferos, muitos rios não podem se manter cheios por muito tempo na estação de seca.
Um especialista de Pequim diz que o governo precisa tomar medidas urgentes, mas considera que a ênfase, a longo prazo, deve ser em conservação, eficiência e política de preços mais racional e equitativa.
Fonte: Opinião e notícias
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