Grande ABC não consegue novos terrenos para piscinões
Isis Mastromano Correia - Diário do Grande ABC -03/12
Dez anos após a implementação do Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê na Região Metropolitana de São Paulo muitas das áreas apontadas no início dos estudos para a instalação de piscinões não estão mais disponíveis.
Para especialistas que apresentaram ontem um balanço sobre a primeira década do plano de controle de enchentes, encontrar terrenos livres e priorizá-los para fins de reservatório é um dos principais desafios dos próximos gestores das cidades.
Por conta da expansão das cidades, o Grande ABC perdeu nesta década, pelo menos, duas importantes áreas para contenção das cheias apontadas previamente pelo plano diretor.
Por conta da expansão das cidades, o Grande ABC perdeu nesta década, pelo menos, duas importantes áreas para contenção das cheias apontadas previamente pelo plano diretor.
Há 10 anos, a idéia era de que os alagamentos em parte da Avenida dos Estados e do eixo formado pelas avenidas Giovanni Batista Pirelli, em Santo André, e João Ramalho, em Mauá, fossem contidas com a construção de um piscinão na área que acabou ocupada pelo complexo viário Cassaqüera.
Em São Bernardo, o plano era erguer um piscinão no Centro, próximo ao Paço Municipal. Mas, o terreno acabou dando lugar ao que hoje é o parque de esportes radicais.
O ritmo acelerado de ocupação da mancha urbana é outro fator de influência na perda de áreas para obras de contenção de enchente nos últimos anos. "Daqui para a frente (próximos anos do plano) teremos de fazer reserva de áreas e conseqüentemente novos projetos", diz o superintendente do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), Ubirajara Tannuri Felix.
O ritmo acelerado de ocupação da mancha urbana é outro fator de influência na perda de áreas para obras de contenção de enchente nos últimos anos. "Daqui para a frente (próximos anos do plano) teremos de fazer reserva de áreas e conseqüentemente novos projetos", diz o superintendente do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), Ubirajara Tannuri Felix.
Os apontamentos do Plano Diretor de Macrodrenagem foram feitos tendo como horizonte o ano de 2020 e servem para que o enfrentamento das inundações seja realizado de maneira articulada entre os municípios da Grande São Paulo e a Capital.
Desde que o plano foi implementado, 42 piscinões foram construídos no Estado, sendo 17 no Grande ABC. Outros dois estão sendo erguidos na região: Taboão e Ford, que servirão São Bernardo, e um terceiro, o Jaboticabal, que servirá São Caetano e está em fase de projeto.
"Piscinão não é uma moda, como muitos começaram a dizer. Eles estão cumprindo seu papel de restringir a vazão das águas urbanas", afirma o engenheiro Aluisio Pardo Canholi, que foi coordenador do Plano Municipal de Macrodrenagem de Santo André.
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quem defende as águas brasileiras!
ÁGUA - QUEM USA, CUIDA!
"Piscinão não é uma moda, como muitos começaram a dizer. Eles estão cumprindo seu papel de restringir a vazão das águas urbanas", afirma o engenheiro Aluisio Pardo Canholi, que foi coordenador do Plano Municipal de Macrodrenagem de Santo André.
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