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25 de setembro de 2010

PISCINÕES - SOLUÇÃO OU PROBLEMAS NAS ÁREAS URBANAS ?


CAMPANHA PERMANENTE "DIGA NÃO ÀS ENCHENTES"


As chuvas estão chegando na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste e as cidades de médio e grande porte procuram as diversas formas de equacionar os problemas hídráulicos provocados pelo escoamento de volumes crescentemente maiores de água , em tempos sucessivamente menores.


Os reservatórios de detenção (popularmente conhecidos como "piscinões") podem ser uma solução hidráulica, a um custo bem elevado, mas também podem criar sérios problemas urbanos.


Recebemos de nosso colaborador, o experiente e profundo conhecedor dos problemas hidráulicos da capital paulista, o Engº Júlio Cerqueira César Neto uma importante reflexão sobre "os piscinões" nas áreas urbanas.


Esse é o piscinão localizado no final da Av. Roberto Marinho (antiga Águas Espraiadas) em SP

Porque os piscinões devem ser evitados em áreas urbanas especialmente na região metropolitana de São Paulo


Julio Cerqueira Cesar Neto*


  • Resolve um problema (hidráulico) e cria outro (urbano) que é ele mesmo.


  • Não existe espaço para sua construção.

  • Quando se força o espaço deteriora a paisagem urbana podendo gerar desequilibrio ambiental.

  • Retendo esgotos domésticos “in natura” e poluição difusa passam a funcionar como decantadores primários de estações de tratamento de esgotos no meio da cidade.

  • Custos totais (construção + manutenção e operação) superiores aos custos da solução tradicional de ampliação dos canais ou galerias.

  • O DAEE e as Prefeituras não incluem nos seus orçamentos os custos de manutenção e operação o que mascara uma análise comparativa com outras soluções. Além disso não estão organizados, nem se organizando, para atender a esses serviços sem os quais os piscinões não funcionam.

  • Estudos feitos pela Drª Edna de Cássia Silverio da Faculdade de Saúde Pública nos piscinões Anhumas e Caguaçu na zona Leste concluiram que eles se constituem em criadouros de mosquitos com potencial epidemiológico de transmissão de doenças como a malária, filariose cancroftiana, dengue, etc...

*
Eng. Julio Cerqueira Cesar Neto
Entre os vários cargos ocupados destacam:
2002 – 2006 - Coordenador da Divisão Técnica de Engenharia Sanitária Ambiental do Instituto de Engenharia de São Paulo. - Diretor Presidente da Fundação Agência da Bacia do Alto Tietê. 2007 - a partir de Abril - Membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP - Federação das Indústria do Estado de São Paulo

http://www.juliocerqueiracesarneto.com/

LEIA MAIS:

23/07/09 -

PISCINÕES NA CIDADE DE SÃO PAULO - Álvaro R. dos Santos


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1 comentários:

jd_saobenedito disse...

E ainda provoção mais enchetes!! porque não usuar os piscinoes como uma central de tratamento de agua 1 esgoto, assim muitos problemas seriam solucionados!!

http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=12725107390507932368&aid=1299729591