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23 de setembro de 2010

UFPB ESTUDA RIOS DE JOÃO PESSOA E MOSTRA QUE OITO ESTÃO POLUÍDOS

No Sanhauá técnicos apontam qualidade variável entre ruim e muito ruim
Foto: Alessandro Assunção/ON/D.A Press

Estudo mostra que 8 rios da Paraíba estão poluídos

Análise constatou que qualidades dos mananciais varia entre regular e muito ruim

Rafael Oliveira // rafaeloliveira.pb@dabr.com.br
Fonte: http://www.jornalonorte.com.br/2010/09/23/diaadia9_0.php

Um estudo realizado pelo Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) a pedido da Secretaria de Planejamento do Estado da Paraíba aponta que oito dos 19 rios localizados na Região Metropolitana de João Pessoa sofrem algum tipo de degradação ambiental. Sete deles estão em situação crítica em face da poluição produzida por esgotos sanitários, e três deles sofrem a ação de poluentes levados por esgotos industriais.

A análise constatou que a qualidade de todos os rios que correm em João Pessoa varia entre regular a muito ruim, de acordo com os Índices de Qualidade de Água de Bascaran (Iqab), instrumento de medida que vai de 0 a 100. A qualidade da água pode ser considerada regular quando atinge o índice entre 60 e 80, ruim quando atinge 50 a 60 e muito ruim, quando atinge um valor entre 0 e 50.

Os classificados de ruim a muito ruim são os rios Jaguaribe, Cabelo, Mandacaru, Paraíba do Norte, Sanhauá, Timbó e Riacho São Bento, além dos rios Gramame, Mumbaba e Riacho Mussuré. "Observa-se que nos corpos d`água (rios, riachos e córregos) existe ainda a contaminação decorrente de esgotos clandestinos que escorrem no sistema de drenagem urbana, que deveria ter ação tão somente nos períodos de chuvas, já que são galerias pluviais", diz o estudo.

Socorro Fernandes, presidente da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (APAN), afirma que no ano passado, uma ação junto ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) culminou num Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), onde as indústrias financiassem estudos com professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), para que pudessem ser avaliados o impacto ambiental e se buscasse soluções para diminuir a degradação do rio Gramame. "Este estudo está próximo de ser concluído, e marcaremos uma audiência no Ministério Público para divulgar a sociedade", diz Socorro.

Antes mesmo do resultado do estudo, Socorro afirma que representantes das comunidades próximas ao Rio Gramame tambem se reuniram e apresentaram às empresas envolvidas algumas sugestões para que sejam restauradas as áreas mais poluídas. "Eles precisam de benefícios sociais para voltarem a trabalhar como catadores de caranguejo e pescadores, que é a base do sustento desssas famílias", diz. A APAN estima que cerca de 70% da população é abastecida pelo Rio Gramame. O resultado começa a aparecer. "Uma das indústrias envolvidas nos procurou para dizer que estão tomando providencias para a descontaminação da água utilizada para devolvê-la ao rio. É um avanço importante", diz.


Fonte para edição no Rema:
Ivaldo Gomes -
ivaldogomes2@gmail.com

por João SuassunaÚltima modificação 23/09/2010 16:26


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