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20 de março de 2010

IRREGULARIDADE DE CHUVAS PROVOCA PERDA DE 70% DA SAFRA NO PIAUÍ


STR avalia perda de 70% da safra em Picos

A avaliação foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Picos onde as culturas de milho, feijão e arroz já estão com perdas consideradas.

19/03/2010

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Picos (STR), Paulo Carvalho, em entrevista concedida ao portal www.granderede.net, avaliou a situação da quebra de safra desse ano, devido a irregularidades de chuvas na região do semi-árido piauiense. Ele disse que, apesar de haver previsões de chuvas para a nossa região, algumas culturas, como a do milho, por exemplo, deverá ter uma perda total da safra.

Paulão explicou que a cultura do milho, é fácil de haver perdas se não chover na quantidade necessária para garantir a safra. - a cultura do milho, se tivesse chovido a maiôs ou menos quinze dias atrás, poderia ser que desse para melhorar a safra, mas se demorar a chover uma semana compromete no lucro ou na perda -, disse o sindicalista, avaliando que a safra depende do tempo certo das chuvas.

- Nós fizemos uma avaliação depois de conversar com vários agricultores e chegamos a conclusão que haverá uma perda de 80 a 90% da safra do milho, na safra do feijão, por ser uma cultura que não depende de chuvas intensas, deverá alcançar uma perda de 70% de sua produção. No caso da cultura do arroz, onde há uma pequena produção de arroz de sequeiro, a perda chegará a quase 90% de sua safra anual -, avalia Paulão, informando ainda que esses dados dão conta que haverá uma perda de 70% em todas as culturas agrícolas da região de Picos.

Paulão disse ainda que se não continuar chovendo no semi-árido piauiense, outras culturas agrícolas, como a mandioca e o caju, estarão prejudicadas pela ausência de precipitações pluviométricas.

O presidente falou sobre o Seguro Safra, programa do Governo Federal, que contempla os agricultores que tiveram sua colheita prejudicada pela estiagem dizendo que o programa não resolve o problema para qual foi criado, que é ressarcir as perdas dos agricultores pela safra irregular.

Paulo Carvalho enfatizou que o seguro é ineficiente e não atende as necessidades, pois a quantia em dinheiro disponibilizada demora a chegar às mãos do trabalhador rural. – para se ter uma idéia, o seguro safra com a data limite até o dia 06 de dezembro do ano passado, até o momento não chegou às mãos dos beneficiários -, reclamou.

http://www.granderede.net/home.php?c=cold&id=658&pg=13

Colaboração enviada pelo Eng. João Suassuma - Rema Atlântico

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1 comentários:

Anônimo disse...

odiei